Na CPIFUTE, Seneme garante que árbitros são monitorados e não estão envolvidos em manipulação

O Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Wilson Luiz Seneme, foi ouvido na Câmara na última terça-feira (22), em audiência na CPIFUTE, que investiga a manipulação de resultados no futebol brasileiro envolvendo apostas esportivas. Como justificativa para o comparecimento de Seneme na comissão, os parlamentares alegaram que ele poderia contribuir com “informações esclarecedoras e fatos relevantes para as investigações em curso”, como consta em um dos requerimentos para a oitiva.

Seneme negou qualquer tipo de ligação dos árbitros brasileiros com a manipulação de jogos das Séries A e B do Campeonato Brasileiro e de Campeonatos Estaduais. Ainda, ele afirmou que não recebeu nenhuma informação sobre uma possível conexão entre árbitros e apostadores que fraudaram os resultados de partidas do futebol.

“Não consegui, com toda minha experiência no futebol e na arbitragem, detectar nenhum aspecto que pudesse, durante as jogadas ocorridas, nos dar alguma base de elemento, ou para o árbitro ter relatado em súmula, ou alguma outra resposta ao tribunal, que não fosse a que eles cumpriram a regra do jogo. Se eu tivesse recebido (alguma informação), eu já tinha procurado o Ministério Público”, destacou Seneme.

O responsável pela arbitragem nos campeonatos nacionais destacou que os casos de manipulação descobertos pelo Ministério Público de Goiás não fizeram a CBF alterar os protocolos sobre o comportamento dos árbitros. Segundo ele, os juízes brasileiros já seguem um cronograma rigoroso que coíbe o profissional de se envolver em esquemas de apostas ou outras irregularidades.

“A gente faz semanalmente reuniões com mais de 800 profissionais pra tratar de cuidados que os árbitros devem seguir, formas de se preservar, inclusive num contexto familiar, na chegada aos estádios, durante as viagens”, destacou.

Ainda, Seneme informou à CPI que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) solicitou à CBF todos os áudios e os vídeos do VAR de todas as partidas das séries A e B do Campeonato Brasileiro. Segundo ele, todo o material solicitado foi enviado ao STJD.

Nesta quarta-feira (23), a CPI retoma os trabalhos ouvindo o jogador Nino Paraíba,que aceitou dinheiro para receber cartão amarelo em três partidas do Brasileirão de 2022, quando defendia o Ceará, contra Flamengo, São Paulo e Cuiabá. O atleta foi punido pelo STJD com 480 dias de suspensão, além de pagamento de multa de R$ 40 mil.

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(Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

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